Tudo o que você precisa saber sobre boas práticas de governança corporativa

Nos dias de hoje, a governança corporativa é, sem dúvida, um dos temas mais comentados no mundo empresarial. A popularidade do conceito pode ser explicada pela sua efetividade em avaliar riscos e alavancar os resultados das empresas por meio da transparência na gestão.

Ao aplicar os pilares da governança corporativa, as organizações constroem boa reputação, têm mais facilidades em captar recursos e se consolidam no mercado em um processo de criação de valor. Neste artigo, você irá entender um pouco mais sobre essa estratégia que começou no contexto das grandes companhias, mas que hoje é relevante em empresas de todos os portes. Boa leitura!

O que é governança corporativa

De acordo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), a governança corporativa é definida como o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão, sua longevidade e o bem comum.

De forma resumida, a governança corporativa é conjunto de medidas que visa aumentar a credibilidade da administração da empresa frente a seus diferentes públicos, como fornecedores, colaboradores, clientes, investidores e acionistas.

Os 4 princípios da governança corporativa

Para criar o clima de confiança tanto interna como externamente, as empresas adotam práticas alinhadas aos 4 princípios básicos que veremos a seguir:

  • Transparência

É o intuito de disponibilizar para os stakeholders as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por leis ou regulamentos. Esses dados não devem ser restritos ao desempenho econômico-financeiro, mas deve incluir também fatores que norteiam a ação gerencial e que conduzem à preservação e à otimização do valor da organização.

  • Equidade

Trata-se do tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas, considerando direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.

  • Prestação de contas

Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, e compreensível, assumindo integralmente as consequências de seus atos e atuando com diligência e responsabilidade.

  • Responsabilidade Corporativa

É zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazo.

Principais ferramentas

Para colocar em prática os conceitos da governança corporativa, as empresas podem fazer uso de diversas ferramentas, como auditorias, documentações, relatórios e estatutos, por exemplo. Também podem ser criadas diretorias temáticas (financeira, comercial, fiscal), além da instituição do Conselho Administrativo e do Conselho Consultivo.

Esses recursos são essenciais para empresas de capital aberto, mas recomendáveis também para companhias de todos os formatos e portes que prezam pela excelência na gestão empresarial.

Por onde começar?

Implementar todas as medidas de uma única vez pode ser muito complexo. Portanto, o ideal é priorizar as ações que trarão um impacto inicial mais significativo e trabalhar na melhoria dos demais pontos de forma contínua.

O primeiro e mais importante passo é iniciar a criação de uma cultura organizacional que favoreça as boas práticas de governança corporativa, mudando o mindset dos envolvidos e não apenas inserindo novas metodologias. Para isso, estabeleça uma hierarquia clara. Todos os colaboradores devem saber a quem se reportar para otimizar a entrega de demandas. Também é importante realizar reuniões periódicas com a finalidade de manter um controle administrativo mais eficiente e acompanhar seu progresso.  

Por fim, a formação de um Conselho Consultivo facilita o compartilhamento de sugestões para a gestão da empresa, reunindo profissionais com experiência e perfis distintos, esse órgão pode orientar na tomada de decisões.

Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa

Para empresas que querem melhorar ou iniciar as práticas de governança, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa desenvolvido pelo IBGC pode ser muito útil. O material conta com mais de 100 páginas de orientações sobre o tema. Clique aqui e faça o download gratuitamente!